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Capítulo III - O Encontro dos Fundadores
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Após, vamos dizer, a inauguração do culto espírita no seio da família Favilla, aconteceu, tendo como médium Dª. Emerita, a primeira comunicação do irmão Jerônimo de Praga, na qual a veneranda entidade orientou como deveriam ocorrer as futuras reuniões, esquematizadas na oportunidade da seguinte forma: parte destinada ao aprendizado das obras codificadas por Allan Kardec e o restante com períodos de concentração fortalecidos por preces. Obedecidas as instruções do Mestre Jerônimo verificou-se que, além de Dª. Emerita, suas filhas revelaram dotes mediúnicos, excetuando-se apenas uma de nome Cerise, apesar da fé que adquiriu com a leitura dos livros doutrinários da então nova religião; o Espiritismo. Na época, irmãos desencarnados, aos quais poderíamos atribuir a condição de Mestres, sempre através da irmã Emérita Favilla, deram importantes Comunicações e alicerçaram a crença na religião até pouco tempo desconhecida de todos. Com o decorrer do tempo, alguns amigos da família Favilla pediram permissão para participar dos cultos recebendo passes espirituais de cura do irmão Watusí, que se identificava como antigo guerreiro africano e cujo médium de incorporação era, novamente Dª. Emerita. Entre estes se devem destacar a figura do Dr. Renato Carneiro, médico e dentista, amigo íntimo do contador Francisco Favilla, que solicitou ajuda para seu sobrinho Ewaldo, filho único de um expoente da ópera no Brasil, o tenor Reis e Silva. Apenas como registro ressalte-se que a ópera era o gênero musical mais difundido e divulgado pelos meios de comunicação da época sendo o tenor Reis e Silva uma celebridade internacional. O jovem Ewaldo, que era dotado de força física incomum, era membro da extinta Polícia Especial, uma tropa de elite que, pela sua importância coercitiva e política, era diretamente ligada ao Presidente da República. Segundo o Dr. Renato, o rapaz sofria de alucinações: via e ouvia vultos e vozes de árabes, isto em inusitadas ocasiões. Sua família já tinha apelado para a ciência médica, sem que resultados de cura fossem registrados. A irmã Emérita, naturalmente intuída por mentores espirituais, explicou ao Dr. Renato que seu sobrinho provavelmente seria um médium vidente e audiente e fez o convite para que ele participasse dos cultos objetivando sua volta a normalidade. Outra coisa não aconteceu. Logo na primeira sessão espírita que o jovem irmão Ewaldo compareceu, com os olhos fechados, começou a pronunciar palavras ininteligíveis por algum tempo, até que, pausadamente em português claro saudou os presentes em nome de Alá. Durante a comunicação, a Entidade que se autodenominou como Irmão Astor, explicou que era protetor do médium em que incorporava, sendo o responsável pela sua ida ao culto para que fosse conscientizado de sua condição de médium e, mais tarde, da missão que teria que cumprir. Após a reunião, Dª. Emerita, que tinha simpatizado muito com o irmão Ewaldo, insistiu para que ele comparecesse às futuras reuniões, o que foi prazerosamente aceito. Assim deu-se o primeiro encontro entre os fundadores da T.I.O., Irmão Ewaldo e Irmã Emerita. | CAPÍTULO IV - O INÍCIO |
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